A Reforma Tributária deixou de ser promessa e entrou na fase de transição. Desde 2026, empresas de diversos setores já convivem com as primeiras cobranças-teste da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vão substituir gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS até 2033.
Na prática, isso significa que o empresário precisa acompanhar dois sistemas tributários ao mesmo tempo durante o período de transição: o modelo antigo, que ainda continua valendo para a maior parte da arrecadação, e o novo, que começa a aparecer em alíquotas reduzidas nas notas fiscais.
O que já mudou
- Emissão de notas fiscais com destaque de CBS e IBS em caráter de teste;
- Ajustes nos sistemas de emissão fiscal e ERPs;
- Necessidade de revisar contratos com cláusulas de repasse de tributos.
O que o empresário deve fazer agora
- Atualizar o sistema de emissão de notas fiscais;
- Rever a precificação de produtos e serviços considerando o novo modelo de não cumulatividade plena;
- Acompanhar de perto a apuração para não pagar tributo em duplicidade durante a transição.
Contar com uma contabilidade atualizada é o que vai diferenciar quem atravessa esse período pagando o correto do que acaba pagando a mais — ou correndo risco de autuação por erro de apuração.
