A escolha do regime tributário é uma das decisões mais importantes — e mais mal feitas — pelas empresas brasileiras. Cada regime tem uma lógica diferente de cálculo, e o “melhor” depende do faturamento, da margem de lucro e do setor de atuação.

Simples Nacional

Indicado para empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões por ano. Reúne vários tributos em uma guia única (DAS), com alíquotas que variam conforme a receita acumulada nos últimos 12 meses.

Lucro Presumido

A Receita Federal presume uma margem de lucro fixa (que varia por atividade) e tributa sobre ela, independentemente do lucro real da empresa. Costuma compensar para negócios com margem de lucro alta e poucos custos dedutíveis.

Lucro Real

O imposto é calculado sobre o lucro efetivo, com direito a deduzir despesas e compensar prejuízos fiscais. É obrigatório para empresas acima de determinado faturamento e costuma valer a pena para negócios com margem apertada ou muitos custos dedutíveis.

Como decidir

A única forma segura é simular os três regimes com base no faturamento e nas despesas reais da empresa — e refazer essa simulação todo ano, já que mudanças no negócio (ou na legislação) podem inverter qual regime é mais vantajoso.

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