O Brasil está migrando para um modelo de IVA dual, formado por dois tributos: a CBS, de competência federal, e o IBS, que reúne estados e municípios. Juntos, eles substituem cinco tributos atuais: PIS, Cofins, ICMS, ISS e, futuramente, o IPI (que dá lugar ao Imposto Seletivo em casos específicos).
A principal mudança: não cumulatividade plena
Hoje, boa parte dos créditos tributários é limitada ou burocrática de recuperar. No novo modelo, praticamente tudo que a empresa compra para operar gera crédito, o que tende a reduzir o chamado “efeito cascata” dos impostos.
Impacto por setor
- Comércio: tende a se beneficiar da simplificação, mas precisa reorganizar a precificação;
- Serviços: pode sentir aumento de carga em alguns segmentos, já que a alíquota padrão prevista é mais alta que o ISS atual;
- Indústria: ganha com o crédito amplo sobre insumos e bens de capital.
A transição é longa, mas quem começa a se organizar agora — revisando contratos, sistemas e margens — chega em 2033, quando o modelo estiver totalmente implementado, sem sustos.
